sábado, 2 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O fio da vida
Já aqui falei do meu avô de 98 anos e da sua absoluta necessidade de se sentir vivo e útil. E para o meu avô, sentir-se útil significa estar no campo, na terra, a semear, a colher ou a lavrar. Tudo conta, desde que seja na terra. Também já aqui falei da tia que tratou de mim em criança.
Esta semana, durante uma manhã em que estavam ambos a colher feno, o peso da idade deu sinal de si e o meu avô, ao conduzir um tractor, atropelou a filha, a minha tia. O resultado foram costelas partidas, fígado e pulmão perfurados.
Não imagino a angústia e o sofrimento que o meu avô sentiu. Não imagino o que lhe terá passado pela cabeça naqueles minutos em que a ambulância não chegava e o desespero que passou.
Mas uma coisa sei: o que ali aconteceu foi um milagre. E hoje, 4 dias depois, agradeço o desfecho. A minha tia está a recuperar e o meu avô vai acabar por ultrapassar o choque. Esta história serve também para nos lembrar a nossa pequenez e fragilidade. Para nos lembrar que temos a vida presa por um fio. Todos os dias, a todas as horas. Que basta um segundo para a nossa existência ser marcada para todo o sempre.
Se existe alguém com uns cordelinhos a comandá-la, obrigada por esta oportunidade. Obrigada por não teres deixado acontecer.
Esta semana, durante uma manhã em que estavam ambos a colher feno, o peso da idade deu sinal de si e o meu avô, ao conduzir um tractor, atropelou a filha, a minha tia. O resultado foram costelas partidas, fígado e pulmão perfurados.
Não imagino a angústia e o sofrimento que o meu avô sentiu. Não imagino o que lhe terá passado pela cabeça naqueles minutos em que a ambulância não chegava e o desespero que passou.
Mas uma coisa sei: o que ali aconteceu foi um milagre. E hoje, 4 dias depois, agradeço o desfecho. A minha tia está a recuperar e o meu avô vai acabar por ultrapassar o choque. Esta história serve também para nos lembrar a nossa pequenez e fragilidade. Para nos lembrar que temos a vida presa por um fio. Todos os dias, a todas as horas. Que basta um segundo para a nossa existência ser marcada para todo o sempre.
Se existe alguém com uns cordelinhos a comandá-la, obrigada por esta oportunidade. Obrigada por não teres deixado acontecer.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A idade da inocência
Hoje foi um dia em cheio. Passei o fim de tarde com o R. e os meus sobrinhos e acho que ele gostou tanto quanto nós. Fomos à praia, atiraram pedrinhas à água, rebolaram na areia, fizeram castelos, dançaram, pularam, jantaram no MacDonalds e brincaram nos insufláveis. Falamos sobre a vida dos micróbios, sobre o nariz do Pinóquio - que quando mente muito chega a bater na Lua - e sobre os castigos na escola. Já em casa, foram directos para a banheira. Durante o banho conversamos sobre a importância de lavar bem os dentinhos, dos perigos do facebook, enquanto o Jorgicas contava que descobriu que a pele da pilinha vem para trás.
No final do dia, estava ligado a mim como nunca tinha sentido antes. Pediu-me para o trazer comigo, para o ir ver todos os dias lá a casa e para dormir com ele. Até chorou na hora da despedida. Será que algum dia vai recordar esta tarde? Houve ainda tempo para revelações. Foi precisamente hoje, aos 4 anos de idade, que fiquei a saber que quando for grande quer ser corta-relvas.
Que bonita que é a inocência.
sábado, 28 de maio de 2011
A frase mais hilariante que ouvi da boca do meu pai
Conversa sobre se a minha irmã vem ou não almoçar a casa:
Eu - "Vamos esperar mais um pouco e já lhe ligo para saber se vem"
Ele - "Então vou pondo os tomates a descongelar".
Explodi uma gargalhada silenciosa enquanto ele saía porta fora.
Relógios
E vou-me alimentando de histórias como esta (*), para me ir convencendo que não faz mal nenhum que eu não tenha a minha cabeça resolvida sobre o tema "relógio biológico". É bom saber que o milagre do nascimento ainda é possível aos 43 anos. Ui, e só eu sei o descanso mental que esta ideia me traz. Feitas as contas, ainda tenho mais 6 anos pela frente.
O chato desta coisa é que o relógio biológico não avança porque os "ponteiros" da minha cabeça estão cada vez mais desarticulados e confusos. E, para este problema em particular, não há relojoeiro que resolva...
(*) Carla Bruni grávida de Sarkozy (ou de quem quer que seja)
O chato desta coisa é que o relógio biológico não avança porque os "ponteiros" da minha cabeça estão cada vez mais desarticulados e confusos. E, para este problema em particular, não há relojoeiro que resolva...
(*) Carla Bruni grávida de Sarkozy (ou de quem quer que seja)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O milhafre
Eu até acho que sou muito à frente, que tenho um espírito muito aberto, descomplexado e, além do mais, até tenho um grande amigo - que adoro -, e que é um gay amoroso, mas, valha-me Deus, o que dirá a mãe deste miúdo acerca deste enlace?
É que mais valia que viesse o milhafre e o levasse juntamente com o Alfredo...
É que mais valia que viesse o milhafre e o levasse juntamente com o Alfredo...
sábado, 7 de maio de 2011
Nada de especial
Nada de muito importante está a acontecer ou, basicamente, nenhuma grande novidade. Senão vejamos: a minha vida sentimental continua tão serena e tranquila como o epicentro de um tsunami; no trabalho, as próximas duas semanas vão oferecer-me uma carga de nervos descomunal; a minha mãe continua uma peste; eu continuo a sentir-me à deriva, e a minha irmã comprou mais um cão. Nada de surpreendente, portanto.
Ora então perguntam: o que vieste aqui fazer? Nada de especial. Só vim colocar esta foto. Linda por sinal e capaz de reflectir uma das temáticas que continua a comover-me.
Ah! Tenho uma novidade: ganhei um Ipod e um computador portátil, portanto, nos próximos tempos, não vale a pena procurarem-me. Estarei na outra margem da lei a fazer downloads ilegais como se não houvesse amanhã. Sempre achei que tenho um bom perfil para ser fotografado com algarismos pretos em baixo. É isso e uma bola preta agarrada ao pé.
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